Outubro traz menos 6,8% no termo fixo do gás, mas faturas não baixam assim tanto

Outubro traz menos 6,8% no termo fixo do gás, mas faturas não baixam assim tanto

Se notar na sua fatura de gás uma descida dos preços a partir de outubro não se admire. Como a Entidade Reguladora para os Serviços Energéticos (ERSE) já tinha publicado no final de maio, as novas tarifas de gás natural para 2019-2020 entram em vigor a partir de 1 de outubro e trazem consigo uma variação nas tarifas de acesso às redes para os clientes domésticos (baixa pressão com consumo igual ou inferior a 10 000 m3/ano) de menos 6,8%.
Ou seja, quer sejam fornecidos pelo comercializador de último recurso, quer sejam fornecidos por comercializadores em mercado, só esta redução no acesso às redes terá de facto um impacto para todos os consumidores já a partir de outubro de 2019.
Contas da ERSE mostram que uma fatura média mensal só no que diz respeito à componente de acesso às redes (clientes domésticos), para um casal sem filhos (consumo tipo 138m3/ano) será de 5,49 euros (ou seja menos 40 cêntimos). Para um casal com dois filhos, (consumo tipo 292m3/ano) o acesso às redes custará por mês 10,76 euros (menos 79 cêntimos).
Mas a estes valores soma-se ainda o preço da energia, ou seja, do gás natural consumido. No final das contas, a descida no total da fatura não será assim tão acentuada.
Na Galp, por exemplo, que já enviou um e-mail aos seus clientes a informar sobre a atualização de preços, “para os valores médios de consumo em cada escalão, a conjugação destes efeitos traduz-se numa descida média da fatura entre 1,5 e 3%”.
“Para os consumidores fornecidos por comercializadores em mercado, o impacte concreto das variações tarifárias finais na fatura dos clientes depende do respetivo segmento de consumo e das condições tarifárias acordadas com o seu comercializador”, explica o regulador.
No global do mercado retalhista, os últimos dados da ERSE referentes ao mercado liberalizado, de maio de 2019, apontam para cerca de 1,2 milhões de consumidores em mercado livre (dos 1,49 milhões de clientes no total), o que representa cerca de 98% do consumo total em Portugal.
A evolução do segmento de clientes domésticos e de pequenos negócios demonstra uma adesão significativa ao mercado, representando em maio de 2019 93% e 6,9% do número de consumidores, respetivamente, mas apenas 5,9% e 3% do total do consumo total desta fonte de energia em Portugal.
“Em termos de quota de mercado, a EDP é o comercializador que regista a maior quota de clientes, enquanto em consumo, a Galp é o comercializador com a maior quota no mês de maio”, refere o boletim da ERSE.
Para os consumidores que se mantêm no mercado regulado, a variação tarifária será de -2,2%. Estão sujeitos a esta variação apenas cerca de 280 mil consumidores que permanecem no comercializador de último recurso e que representam cerca de 3% do consumo total nacional.
Assim, no mercado regulado um casal sem filhos (consumo tipo 138m3/ano) ficará com uma fatura média mensal de 11,78 euros (menos 27 cêntimos). E um casal com dois filhos (consumo tipo 292m3/ano) pagará 21,92 euros (menos 50 cêntimos).
“Estes consumidores devem procurar potenciais poupanças na fatura de gás natural junto dos comercializadores em mercado. Para os consumidores em mercado, as tarifas de gás natural aplicáveis serão as definidas no respetivo contrato”, reforça a ERSE.
Já os consumidores com a tarifa social beneficiarão de um desconto de 31,2% sobre as tarifas transitórias de venda a clientes finais, conforme despacho do membro do Governo responsável pela área da energia.
 

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