Banana solteira e caixas mágicas procuram consumidor para evitar desperdício

Banana solteira e caixas mágicas procuram consumidor para evitar desperdício

Abre o frigorífico e depara-se com aquele iogurte quase a atingir o prazo, os legumes já tiveram melhor aspeto e o pão, comprado outro dia, já não tem aquele ar acabadinho de sair do forno. O mais provável é acabarem no lixo. Todos os anos em Portugal calcula-se que um milhão de toneladas de alimentos sejam desperdiçados, com 324 mil toneladas com origem na casa do consumidores nacionais. Só em casa, cada pessoa, desperdiça 97 quilos por ano, segundo dados de 2017 da Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar (CNCA). Do campo até à sua mesa estima-se que 17% dos alimentos produzidos para consumo no país acabem todos os anos no lixo.
Os números dão que pensar, sobretudo neste Dia Internacional da Consciencialização sobre Perdas e Desperdício Alimentares. A nível mundial, o cenário não é mais animador: 1,3 mil milhões de toneladas de alimentos perdidos todos os anos. Comida que exigiu o equivalente ao volume anual de água do rio Volga, na Rússia, ou três vezes a água do Lago Genebra (Suíça), para ser produzida, segundo números da FAO. São 250 km3 de água, desperdiçada; 1,4 mil milhões de hectares de terra — 28% da área agrícola mundial — cultivados todos os anos para produzir alimentos que acabam por não chegar ao prato.
Apesar de não haver registo para Portugal, o desperdício a nível mundial situa-se em cerca de 1 trilião de dólares, segundo dados de 2016 da FAO. Destes, 680 mil milhões de dólares provêm dos países industrializados e 310 mil milhões de dólares dos países em desenvolvimento.
 
 
“As cidades são responsáveis por 75% das emissões globais de carbono, apesar de cobrirem apenas 2% da Terra. O desperdício de alimentos ao nível do consumo é de 70% na União Europeia e de 83% nos EUA. E o problema só tende a piorar: em 2050, dois terços de nós viveremos em cidades. Para conseguirmos atingir as metas dos objetivos da ONU em 2030, é crucial que as cidades e todos os seus stakeholders percebam que têm de ter um papel mais ativo na luta contra o desperdício de alimentos”, diz Madalena Rugeroni, country manager da Too Good To Go, aplicação que permite aos utilizadores comprar a restaurantes, cafés ou supermercados, a preços mais em conta produtos que, de outro modo, seriam desperdiçados. Desde outubro do ano passado, altura em que chegou a Portugal, a app soma mais de 300 mil utilizadores que compraram a mais de 1500 parceiros magig boxes tendo, com esse gesto, salvo mais de 150 mil refeições.
Salvar o planeta: reduzir perdas na produção
Se o Desperdício alimentar mundial fosse um país, seria o terceiro maior emissor de gases com efeito de estufa, logo a seguir à China e aos Estados Unidos, contribuindo para o aquecimento global, alerta a FAO. Salvar o planeta pode começar, por isso, na forma como consome e nos alimentos que não se desaproveita.
Não surpreende, portanto, que uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas para 2030 seja reduzir para metade o desperdício de alimentos per capita a nível do retalho e do consumidor, bem como as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção e de abastecimento. De acordo com o Índice de Perda Alimentar (Food Loss Index) da ONU, em média, 14% da comida no mundo é perdida depois da colheita até chegar a casa dos consumidores. Alimentos que se perdem devido a instalações inadequadas de armazenamento ou de transporte.
No Grupo Sovena este tema é uma preocupação. O grupo dono do azeite Oliveira da Serra — só em Portugal, com 10 mil hectares de olival no Alto e Baixo Alentejo — tem implementado medidas para controlar toda a cadeia de valor da produção de azeite, que garantem ao Grupo atingir a “meta de zero desperdício”, assegura João Basto, diretor de New Ventures & Sustainability da Sovena.
 
 
“Existe, desde a colheita ao embalamento, uma preocupação e um cuidado extremo com a eficiência e a logística de todo o processo. Depois de colhida, a azeitona é transportada para os lagares localizados estrategicamente junto da produção, o que torna possível um azeite de maior qualidade uma vez que o tempo entre a colheita e a extração é muito reduzido”, descreve João Basto.
“Também no processo de extração todos os componentes têm uma função e nada se perde. Da limpeza da azeitona resultam folhas e raminhos que voltam para o campo. Da polpa resultante após a extração do azeite (bagaço) ainda se realiza uma segunda extração de óleo, com bastante procura em alguns mercados de exportação, sendo o remanescente utilizado como matéria-prima para a indústria de rações animais. O caroço é utilizado como biomassa para a geração de calor”, continua o responsável.
Fotografia: António Pedro Valente
Os números são expressivos: a ELAIA, participada do Grupo Sovena para a produção agrícola, produz cerca de 15 mil toneladas de azeite; quatro a cinco mil toneladas de caroço para caldeiras de biomassa, substituto de combustíveis fósseis; e 70 mil toneladas de bagaço que originam cerca de 1500 toneladas de óleo de bagaço para exportação.
“O ciclo fecha-se no campo, onde a lenha resultante da poda das árvores é triturada e decomposta como matéria orgânica, melhorando a estrutura dos solos”, acrescenta João Basto.
O que têm feito os supermercados?
A meio caminho entre os produtores e os consumidores nacionais, nos supermercados o tema tem vindo a ganhar visibilidade. Bananas solteiras ganham nova vida, pão do dia anterior é transformado em pão ralado ou cerveja artesanal, vende-se caixas mágicas com comida a preços mais em conta, produtos em fim de prazo são colocados à venda mais baratos para incentivar a compra e evitar o desperdício. E todos os anos são feitas muitas toneladas de doações.
Tudo para evitar que alimentos em condições de serem consumidos acabem nos caixotes de lixo dos supermercados, como aconteceu neste verão com o Pingo Doce e com a Auchan. O desperdício foi filmado, gerou milhões de visualizações, indignação nas redes sociais e levou as cadeias a averiguar o que tinha falhado. “Após termos tido conhecimento dessa situação numa das nossas lojas, e termos confirmado estarmos perante produtos Pingo Doce, averiguámos internamente a situação e constatámos que se tratou de um incumprimento das regras estabelecidas na companhia. De imediato, foram tomadas medidas para que o mesmo não voltasse a suceder”, garante fonte oficial da cadeia da Jerónimo Martins.
“O desperdício alimentar é uma das grandes preocupações da distribuição, que tem procurado tornar-se cada vez mais eficiente, sobretudo motivada por razões sociais, mas também económicas, já que se trata de produto que será pago ao fornecedor sem ser vendido”, comenta Paulo Monteiro, diretor de responsabilidade social e corporativa, quando questionado sobre este tema. “Em caso algum a redução do desperdício alimentar coloca em causa a segurança alimentar e a qualidade dos produtos que disponibilizamos aos nossos clientes, pelo que existirão sempre situações em que serão retirados de venda produtos que, apesar de estarem dentro do prazo de validade, não correspondem aos nossos compromissos de segurança, frescura e qualidade nutricional”, refere.
Doações: a arma contra desperdício
As duas cadeias têm há vários anos vindo a implementar medidas para evitar o desperdício alimentar. A começar por doações a várias associações a quem fazem chegar os excedentes alimentares. Só no ano passado, a Auchan entregou 2,4 mil toneladas de produtores alimentares – um total de 2,5 milhões de euros – e não foi a única cadeia a usar este mecanismo. No Pingo Doce foram doadas no ano passado 5800 toneladas a instituições; e no Continente as doações feitas a 1013 instituições de solidariedade social e associações de apoio a animais resultaram em 12,3 milhões de euros em excedentes alimentares entregues. “Os nossos colaboradores também beneficiam destes produtos que são disponibilizados nas áreas sociais das lojas e entrepostos Continente”, refere fonte oficial da Sonae MC.
 
Fotografia: D.R.
O Lidl tem em marcha o projeto Realimenta que apoia mais de 150 IPSS parceiras – entre as quais a Re-food, a Zero Desperdício e dezenas de IPSS de âmbito local — com doações de produtos alimentares. “Este projeto inclui não só lojas, mas também entrepostos e a sede da empresa, onde são doadas as sobras das refeições diárias em perfeitas condições de consumo. No ano fiscal de 2019 (março 2019 a fevereiro de 2020), doámos, através deste projeto, mais de 1835 toneladas de alimentos, a mais de 150 IPSS que apoiam mais de 3200 famílias e mais de 25 800 pessoas”, adianta Vanessa Romeu, diretora de comunicação corporativa do Lidl Portugal. A cadeia doou ainda carrinhas para a Re-Food Algarve, Ree-Food Cascais e o Banco Alimentar para recolha de alimentos.
A operar em Portugal desde julho de 2019, durante os primeiros seis meses de atividade, a Mercadona doou 118 toneladas de alimentos. “Este ano, entre janeiro e setembro foram doadas mais de 700 toneladas de alimentos. Estes valores são resultado da colaboração que a empresa tem com os Bancos Alimentares de Aveiro, Braga e Porto (distritos onde estão as lojas), Cruz Vermelha, Cáritas Portuguesa entre outras instituições de solidariedade social. Do mesmo modo, cada uma das 16 lojas colabora de forma diária com uma cantina social e assim será sempre que abrirmos uma nova loja”, refere fonte oficial da cadeia.
Venda a granel e de produtos em fim de prazo com desconto
Uma gestão cuidada do stock em loja – evitando dificuldades de escoamento – venda de produto a avulso ou granel – na Auchan, por exemplo, já tem cerca de 600 referências de produto disponíveis por essa via – ou de produtos com o prazo de validade perto do fim com desconto é outra das estratégias usadas pelo retalho alimentar para escoar produto.
No Lidl, por exemplo, a venda de produtos com Data Limite Lidl (data que antecede o fim da validade) – que têm uma baixa de preço de 30% – resultou no ano fiscal de 2019 (março 2019 a fevereiro de 2020) em menos cerca de 1982 toneladas de alimentos desperdiçados, adianta Vanessa Romeu.
Uma etiqueta de cor laranja assinala no Pingo Doce os produtos em final de validade à venda com desconto. “Esta é uma iniciativa que foi implementada em março de 2019 e que permitiu já evitar o desperdício de 1100 toneladas de alimentos até final desse mesmo ano”, revela fonte oficial da cadeia de supermercados.
 
O Continente, por seu turno, “desenvolveu caixas de 5kg com frutas e legumes que estão perto de ultrapassar o ponto ótimo de consumo, à venda por apenas 0,50 euros/kg. As Caixas Zer0% Desperdício estão atualmente em vigor em 29 lojas, mas está a ser estudado o alargamento às restantes, evitando o desperdício de 25 toneladas de frutas e legumes por ano”, adianta fonte oficial da Sonae MC.
No Intermarché a luta contra o desperdício passa por “um melhor acompanhamento das datas-limite de consumo e da introdução de requisitos de vida útil nos concursos, mas também através de iniciativas originais, como aconteceu com a venda pontual de fruta e legumes feios a preços reduzidos”, destaca Martinho Lopes. A insígnia de retalho alimentar de o grupo Os Mosqueteiros “incita todas as lojas a estabelecerem contacto e protocolos com associações de ajuda alimentar, promove a doação de produtos a instituições locais e ainda a venda a um preço reduzido de produtos com aproximação de fim validade”, refere o administrador do Intermarché. Mas atua igualmente junto dos consumidores.”Existe um esforço em sensibilizar os consumidores, que estão na origem de dois terços do desperdício alimentar, através, por exemplo, de ideias práticas e de informações transmitidas na rádio interna dos Mosqueteiros, que é difundida nos pontos de venda.”
Comprar de forma mais consciente pode também significar não levar para casa só porque está em promoção. Na Mercadona essa palavra não faz parte do vocabulário da cadeia. “Na Mercadona não incentivamos os nossos clientes a armazenar ou comprar em excesso. Não fazemos promoções. Em vez disso, temos a política comercial SPB (Sempre Preços Baixos), que garante aos clientes um preço competitivo com a mais alta qualidade”, refere fonte oficial da cadeia espanhola. Os preços em loja, reforça, são ajustados em “função do stock“. Ou seja, “se a disponibilidade de produtos aumenta, os preços descem. Desta forma, estes vendem-se mais rápido, todos ganhamos e não desperdiçamos. Estas práticas são visíveis especialmente nas nossas secções de produtos frescos, como uma medida para escoar vários produtos antes que se estraguem.”
“Tentamos oferecer produtos diretos do campo, evitando, na medida do possível, manipulação intermediária, o que permite uma poupança aos nossos clientes e que haja um melhor aproveitamento agrícola”, diz a mesma fonte da cadeia espanhola que já com mais de uma dezena de supermercados em Portugal.
Bananas solteiras à procura de consumidor
Desde 11 de setembro que as bananas que foram retiradas dos cachos e deixadas soltas nas lojas Continente estão à venda (0,50 euros) nas cafetaria Bagga, da rede Sonae. É um dos mais recentes projetos de economia circular criados pela Sonae MC que, desde 2017, tem vindo a dar nova vida a alimentos, transformando-os em novos produtos e, com isso, evitando o desperdício alimentar.
Começou por transformar em doces e chutneys excedentes de laranja, frutos tropicais, banana, tomate, abóbora ou cebola; no ano seguinte passou a vender o Panana, um pão feito com 42% de banana madura, que só no primeiro ano vendeu 40 mil unidades, o que significou o reaproveitamento de 80 mil bananas; com a produtora de cerveja artesanal Vadia, passou a vender o Bread Beer feito com as sobras do pão que não é vendido nas lojas.
 
 
“Estamos também a aproveitar o desperdício gerado na produção das maçãs e peras IGP transformando-as em snacks de fruta desidratada (à venda por 0,69 euros cada embalagem de 20g); também comercializamos sumos naturais que levam apenas estas frutas espremidas, sem qualquer adição de açúcar ou água, como o sumo 100% maçãs de Alcobaça de 1,5l por 2,99 euros”, adianta fonte oficial da Sonae MC.
Sopas e legumes prontos a usar de marca própria Pingo Doce foi a solução encontrada pela cadeia para evitar o desperdício de várias toneladas de legumes feios, com tamanhos, cor ou forma não padronizados, mas com perfil nutricional igual aos outros. “Antigamente abandonados nos campos de cultivo, (estes legumes feios) são comprados aos produtores e incorporados nas sopas confecionadas nas nossas cozinhas centrais, ou transformados em legumes prontos a utilizar (4ª gama) da marca própria. O Pingo Doce utilizou mais de 3700 toneladas de legumes não calibrados em sopas e produtos de 4.ª gama, só em 2019”, adianta fonte oficial da cadeia. Legumes feios, transformados hoje em “best sellers dentro das suas categorias”.
Na Mercadona ‘laranjas feias’ viram sumo. A cadeia tem um “serviço de sumo de laranja espremido na hora, que é proveniente de laranjas de alta qualidade, mas que devido à sua aparência ou menor tamanho, anteriormente tinham uma saída difícil no mercado”, diz fonte oficial, sem adiantar mais pormenores, sobre o volume de fruta que se evita o desperdício por essa via.
A aposta na economia circular é igualmente uma estratégia na Auchan. É o caso do bolo de banana (apto para vegans), à venda na Auchan de Alfragide, feito com bananas demasiado maduras da loja, que já não teriam aproveitamento comercial. “Desde 20 junho, data de lançamento do produto, já vendemos mais de 800kg de bolo de banana, o que permitiu o aproveitamento de mais de 250kg de banana”, adianta Paulo Monteiro.
 
 
O retalhista arranjou também uma solução para o pão que não é vendido no mesmo dia. “Vendemos pão do dia anterior, com desconto, para uso culinário, bem como pão ralado feito com pão com mais de dois dias. Até ao presente, evitámos o desperdício de 15 880 kg de pão”, refere o diretor de responsabilidade social e corporativa da Auchan.
Um combate ao desperdício alimentar que passa igualmente pela transformação de sobras em rações para animais. “Convertemos as nossas sobras de pão, pastelaria específica e peixe em ração para animais, numa lógica de economia circular. No Lidl Portugal, o desenvolvimento de uma economia circular é sinónimo de uma gestão eficiente de recursos e, ao sermos preventivos na produção de resíduos, contribuímos ativamente para a redução do desperdício”, adianta Vanessa Romeu.
Uma estratégia de transformar o inutilizável também levada a cabo pela Mercadona. “Se por algum motivo um produto caducar, este será retirado da venda e entregue a gestores autorizados para que possa ser transformado em energia, fertilizante ou ração”, diz a cadeia.
Tecnologia ao serviço do combate ao desperdício
Com milhões de consumidores ligados a smartphones, a tecnologia trouxe novas ferramentas para combater o desperdício. É o caso da aplicação Too Good To Go. Com um clique e a decisão de encomendar Magic Boxes mais de 300 mil utilizadores nacionais já evitaram que mais de 150 mil refeições fossem para o lixo e menos 375 mil toneladas de CO2 foram emitidas para a atmosfera.
Desde novembro que a Auchan começou a testar este conceito na unidade de Almada. “Estas caixas-surpresa têm o valor unitário de 3,99 euros e contêm produtos alimentares cujo prazo de validade está perto do fim, como iogurtes, queijos, fiambre, pão, salgados, refeições frias, sandes e sumos do dia. Este projeto arrancou na Auchan de Almada em novembro de 2019 e foi alargado, em junho deste ano, às restantes lojas”, adianta Paulo Monteiro. Até setembro já salvaram cerca de 15 mil refeições e evitaram a emissão de 38 mil kg de CO2.
 
 
Não é a única cadeia de retalho alimentar a recorrer a esta aplicação. “Neste momento já quatro lojas Intermarché aderiram à plataforma, mas há muitas mais iniciativas proativas de donos de loja, que têm em vista apoiar a comunidade onde estão inseridos”, refere Martinho Lopes. “Uma das iniciativas que tem tido muito sucesso é a oferta de pão ‘com amor e carinho’ em algumas das lojas Intermarché, com a oferta de pão do dia anterior a quem não tem dinheiro para comprar o do dia. A iniciativa, que é inédita na grande distribuição, visa apoiar aqueles que mais precisam e diminuir o desperdício”, destaca o CEO do Intermarché.
Madalena Rugeroni mostra-se otimista quanto ao impacto da aplicação na mudança de comportamentos. “Estamos muito confiantes na receção dos portugueses à Too Good To Go. E graças a pequenos atos individuais estamos a contribuir para um esforço coletivo que vai certamente fazer a diferença. Estamos a ganhar um novo respeito pelos alimentos. O impacto positivo que estamos a gerar é real e esta é a melhor prova de que juntos podemos fazer a diferença na luta contra o desperdício alimentar”, afirma a country manager da Too Good To Go em Portugal.
Meu Super, MyAuchan, Nestlé, Danone, Amor aos Pedaços, Noori Sushi, Trigo D’Aldeia, BP, Cinema City ou Decathlon são alguns dos 1500 parceiros da aplicação que tem várias metas: neste ano querem chegar aos Açores e Madeira. Querem ainda “inspirar 400 mil pessoas a fazer a diferença” e atingir as 300 mil refeições salvas.
Mas combater o desperdício também passa por gerir melhor a despensa e o frigorífico lá em casa, para reduzir o número de quilos de comida deitada ao lixo por que cada português é responsável. Sabia que há receitas que o ajudam a fazer isso? O Pingo Doce tem um livro com 180 receitas – que lançou em setembro. Por exemplo, pode usar as cascas das bananas e casá-las num bolo para toda a família.

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